A costa portuguesa vai ser alvo de um inquérito-crime, pela morte de cinco banhistas no Algarve. Talvez a culpa seja do excesso de placas de proibição sem que se vejam acções que levem ao cumprimento da lei.
É disso que trata esta fotoreportagem. Que, contudo, vai mais fundo e sugere que o problema não é só do Algarve. E que não basta aplanar toda a costa portuguesa - o que parece ter sido começado já a Sul -, há que realmente definir soluções. Porque não é só a Praia Maria Luísa que é um sinal. Na frente saloia, às portas de Lisboa, cada praia é um caso: os sinais de arriba instável multiplicaram-se - sem que os banhistas lhes liguem muito - a par com situações que ninguém consegue entender. Arriba instável na duna de Magoito levou-lhe a bandeira azul... mas há mais do que isso e cheira mal; nas Azenhas do Mar, na Praia Grande ou em São Julião, o cenário é idêntico. Mas não basta colocar sinais e voltar aos gabinetes, porque assim vai continuar a morrer gente, ao simplesmente não entender por que razão nada mais é feito.
Mas afinal, porque a Natureza teve uma convulsão e isso custou vidas, vamos procurar um culpado. É prevísivel que de seguida surja legislação que decreta a proibição da costa portuguesa se afundar no mar. Somos tão bons a fazer leis....
Reportagem (texto e fotos) disponível para publicação. Diaporama apresenta algumas das imagens. Consulte-me para saber mais.
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