Apesar de a Adobe me ter cedido para testes uma edição do Photoshop CS4 há algumas semanas, só ontem, dia 13 de Fevereiro, sexta-feira, me decidi a instalá-la, decidido a suportar agouros e medos. Afinal, nada aconteceu e confesso que estou simplesmente maravilhado. Quase se diria que me enamorei do Photoshop CS4 em dia de São Valentim. Nova interface de acesso rápido e muitos perfis prontos a usar na versão de base são uma bênção do céu.
O namoro começou ontem, de facto, porque logo que descobri o que havbia de novo fiquei a pensar quanto andámos desde há apenas um par de anos, quando as interfaces de controlo de programas de edição de imagem começaram a muda, sobretudo fruto das experiências de pequenas editoras, que empurraram gigantes como a Adobe para fazer o Lightroom e renovar o Photoshop. é uma renovação que atinge o seu ponto alto e de maior viragem, no caso do Photoshop, nesta edição. O que explica porque me meti à aventura de o instalar com algumas reticências.
Tudo o que li... ou muito do que li nas últimas semanas (meses...) sobre o CS4 sugeria - sobretudo quando não vindo dos cúmplices do costume, um grupo que está sempre na berra e diz sempre muito bem do Photoshop - que existiam concessões a modernidades que davam cabo de fluxos de trabalho. Mudanças de interface, shortcuts do teclado perdidos, coisas que podem fazer arrepelar cabelos. Nah, deixei a caixinha ali na prateleira (de facto o CS Design Premium completo, que a Adobe fez o favor de me deixar por seis meses, o que é brilhante porque o novo inDesign é ainda mais prometedor e as ferramentas da web são para explorar) até que agora decidi que devia dar-lhe uma oportundiade. No fundo eu sabia que não ia resistir muito mais, e a oportunidade surgiu com a produção de trabalho para um cliente que pedia alguma capacidade de inovação rápida. confesso que matei dois coelhos de uma cajadada: descobri que estou apaixonado pelo CS4 e que tenho as ferramentas para oferecer ao meu cliente uma proposta interessante.
Não se iludam: eu não disse que este CS4 me deu as ferramentas, eu já as tinha, e com outro software faria o mesmo. Até com o CS3. Mas o que o CS4 fez foi colocar tudo isso mais à mão o que se traduz pro um fluxo de trabalho mais rápido... e maior vontade de fazer algumas coisas que por vezes deixamos perdidas no fundo de intermináveis menus. Outro aspecto também importante e é com ele que ilustro estas linhas, é a rapidez com que se podem efectuar ajustes nos ficheiros, agora feitos de forma quase automática, com uma série de perfis predefinidos, que podem ser usados para obter resultados rapidamente, ou um ponto de partida para o que se pretende. Foi isso que fiz com a imagem junto, que primeiro tratei para obter a cor e depois fui sucessivamente convertendo em opções de preto e branco, desde o uso de um filtro verde a simples escurecimento ou aclaramento integral, aplicação de uma técnica de infravermelhos, tudo feito com rápida sucessão de cliques do rato. Porque os perfis estão construídos, neste caso, para o preto e branco, doze opções, que se juntaram à minha interpretação de cor, para criar 13 imagens, tantas como o dia de calendário de ontem, que foi sexta-feira. Mas foi uma sorte e não um azar que eu tenha decidido instalar ontem o Photoshop CS4.
Esta sucessão de imagens é só uma ponta do icebergue, porque entre opções de ajuste de luz, cor e muitas outras, o Photoshop CS4 acelerou efectivamente os meus fluxos de trabalho. Tanto, que vou ter dificuldade em voltar ao CS3 e tenho mesmo de avançar para uma instalação definitiva do CS4. Depois de experimentar esta ferramenta e as outras novidades do programa, não há recuo possível. Acabo por pensar, agora, que afinal tenho que ter cuidado com as leituras que faço, porque por vezes a dificuldade que as pessoas têm em mudar leva-as a dizerem coisas sem muito sentido. Acredito que se possa perder algum tempo a descobrir alguns dos novos caminhos do CS4, mas por mim estou rendido a uma interface ainda mais escorreita, que compete cada vez mais com o Lightroom (a sério, continuo a adorar o LR, mas esta versão do Photoshop surpreendeu-me e, confesso, cimenta ainda mais a ideia de que, para quem possa ter os dois programas, são a melhor dupla de edição de imagem que se pode ter. A Adobe "bebeu" de novo inspiração noutras fontes e o resultado é um Photoshop ainda mais incontornável. Mas isso é uma história que prometo contar por aqui mais adiante e também na Fotodigital, onde vou escrever algumas notas mais sobre esta aventura de usar o Photoshop CS4. Leia-me lá ou volte aqui. E fique a olhar para as imagens. Em meia dúzia de minutos produzi aquela série.
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