Descobri ontem que tenho uma paixão especial por flores. Bem. Eu já sabia. Mas foi ontem, numa saída em que não fotografei muitas flores que o descobri. E decidi dividir essa paixão com outros. Se quer fazer mais do que instantâneos de flores, continue a ler.
Não é surpreendente que flores sejam um dos temas mais registados por fotógrafos. Cores, formas e textura são três de várias razões para as fotografar. Mas quando vejo muitos dos resultados colocados na Internet ou mostrados por fotógrafos fico a pensar no que as pessoas estariam a pensar quando fizeram o clic.
Ontem passei o dia fora a fotografar, continuando a experimentar a Canon EOS 7D e a macro de 45mm da Leica para a Lumix GF1 (que com o parasol quadrado da objectiva parece mesmo aquilo que já lhe chamam... uma Leica para pobres). E vi muitas flores, se bem que não tenha fotografado flores com intenção criativa, mais por necessidade, para experimentar os resultados com a EOS7D a sensibilidades elevadas.
Foi quando passei algum tempo em volta das flores que me apercebi – bem eu já sabia, mas hoje senti isso de forma especial – de quanto gosto de as fotografar. Há um desafio nas massas coloridas ou na forma isolada que nos fazem parar, piscar os olhos e pensar no enquadramento. Mas há mais do que isso. Há uma postura zen na obtenção de mais do que um instantâneo. Há que dar tempo para que o fotógrafo absorva o conjunto, o digira, estude e resolva. Porque é de resolver que se trata. Quando penso nisso, acho que muita da fotografia necessita de uma concentração zen.
É para poder dividir tudo isso com as pessoas que querem melhorar a sua forma de fotografar flores que decidi criar um workshop, oficina, “meditação” – gosto do termo – sobre como fotografar flores. A ideia é passar um dia (que pode ser mais ou menos longo, tudo depende da sorte, do interesse, da luz, etc.) a descobrir no terreno como se faz. Técnica e prática de uma vez só, porque se a técnica é importante, aquilo que pretendo ensinar faz-se... fazendo.
Se quer saber mais procure na secção de workshops (tenho de chamar-lhe algo) por “flores, a arte de ver”.
Ah, a imagem que ilustra este texto foi registada com a Canon EOS 7D a 12800 ISO. Funciona, mas não é exactamente o que eu chamaria de melhor sensibilidade para a delicada textura das flores.
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